Uma vez, numa aula qualquer a professora nos perguntou o que é maturidade, todo mundo ficou em silêncio,e uma pessoa arriscou responder que seria as experiências que o indivíduo vive. Eu imediatamente concordei, pra mim essa parecia ser a resposta mais coerente, afinal quanto mais você vive, mais você adquire experiências, vivências, portanto maturidade. Mas ela responde o seguinte: "ter maturidade é saber o que você quer", uma resposta reflexiva. Saber o que você quer.. de início me pareceu complicado compreender o que ela queria dizer com isso, depois, percebi que saber o que você quer, vai além das decisões, vai além da liberdade, é uma questão de independência individual, ou seja, você está apto a usar sua independência para si, finalmente agora é fácil saber o que é bom e o que é ruim.
Essa portanto, parece ser a explicação mais relevante que encontrei pra definir maturidade, e Sacha Sperling expõe na minha cara de vez o que é ser adulto e como é difícil admitir que a realidade realmente não é o conto de fadas, que ela realmente esta aqui e que eu arrumo estratégias para não enxergá-la, e que ela realmente não vai mudar.

"Tornar-se adulto é admitir que a gente vai morrer". Pesado, mas real. Aliás, de acordo com as pesquisas do Serge Moscovici (psicólogo social francês) e da nossa queridíssima Gleicimar Cunha (Link da pesquisa aqui: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-79722003000100015&script=sci_arttext), quanto mais nos aproximamos do que se chama de 'velhice', mais próximos da morte parece que estamos. Desse modo os termos 'morte' e 'declínio' são relacionados a tudo que vem depois da 'fase' adulta.
ResponderExcluirÉ interessante pensar sobre isso e refletir acerca do quanto esse 'aproximar-se' da morte gera angústia. Afinal, morrer é uma escolha da qual não se tem liberdade para que não aconteça. E o que seria pior: escolher entre milhões de possibilidades e angustiar-se por não ter seguido outro caminho ou simplesmente não poder escolher o 'não-morrer', a finitude de uma existência consciente?